Keyla Carvalho, Estudante de Direito
  • Estudante de Direito

Keyla Carvalho

Vitória (ES)

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Michael Lira, Bacharel em Direito
Michael Lira
Comentário · há 9 anos
Nosso modelo de seleção pública é medieval e ineficiente. Ao invés de medir conhecimento, competência, capacidade de trabalho em equipe, proatividade, etc, cujos indicadores só é possível nos modelos de seleção para a iniciativa privada, não passa de peneira para derrubar candidatos por conta da baixa oferta de vagas, salvo para formação de reserva de vagas que nunca são preenchidas.
Recentemente um exame desses, o ENEM, que antes era também usado pelo MEC para fornecer certificado de Ensino Médio, perdeu uma batalha, mas, a população saiu ganhando. O ENEM não estava cumprindo seu papel social de integrar ao meio acadêmico o pessoal acima de 18 anos, que não havia concluído seu ensino médio, por conta das dificuldades impostas pelas suas questões mirabolantes e cheias de "pegadinha". Quem quisesse obter o certificado teria que ter dinheiro para pagar um bom curso preparatório e ainda assim correr o risco de não ser aprovado. (Hoje a população que precisa obter o certificado de ensino médio conta com o ENCCEJA.

Além do modelo arcaico de seleção pública, é frustrante ao candidato aprovado e contratado pelo Órgão Público, saber que sua vida profissional anterior ao ingresso na carreira pública nada vai valer para sua carreira como funcionário público. Não ajudará em promoção e, pior, nem para ajuda ao gestor público identificar qual setor aquele "novato" será muito melhor aproveitado pela administração.

Justificativa: os veteranos não querem ser ofuscados pelos "novatos" que estão chegando com uma experiência do setor privado, invejosa e capaz de "roubar-lhe" o cargo pela sua superioridade de competência (e não estou me referindo a títulos) acumulada e habilidades adquiridas em um ambiente altamente competitivo (o que não ocorre com o setor público cujo crescimento profissional é mais político do que por competência ou merecimento).

Eu tenho um filho que completou 19 anos. Nunca o encorajei e não o encorajo a ser "concurseiro". Aconselho que ele seja um empreendedor de sucesso; um empresário que gere empregos; que possa construir sua carreira por seus méritos sem depender de arranjos políticos vergonhosos para subir de vida ou pior, bajulação, que é a escada para muito incompetente que ocupam grandes cargos em empresas públicas. Ele quer ser advogado, quer montar uma empresa de assessoria jurídica. Assim consigo ver uma real oportunidade de carreira.
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